Enquanto penso, todos os que ainda estão vivos continuam levando a sua vida - bem ou mal, mas estão levando. Pode também ser que haja alguns que tenham desistido... o fardo era tão pesado que eles largaram num canto qualquer e, sem medir as consequências, saíram 'da vida batendo a porta'. É isso que li uma vez... quem tira a própria vida sai batendo a porta. Com toda a força... pra mostrar quem manda... pode ser que neste momento em que eu penso, os que estão vivos seguem com sua vida, existam alguns batendo a porta.
Eu gostaria de ter essa atitude corajosa... gostaria de sair batendo a porta. Mas eu não posso. Já não sei mais se não posso porque sou fraca... ou se é porque realmente acredito que meu bebê vai voltar... não sei. A única coisa que sei é que tenho de acreditar que ele vai voltar... e, enquanto ele não volta, vou sobrevivendo - com o mínimo para viver.
Também penso que talvez o suicídio não seja um ato corajoso... que só os fracos tiram sua própria vida... não sei... me pego divagando cada dia mais. Parece... não, não parece... estou mesmo é vivendo mais dentro da minha cabeça do que em qualquer outro lugar.
Eu queria que o mundo de cada um fosse do tamanho da casa de cada um. A casa da gente - existe melhor lugar pra se chegar? melhor lugar pra se ficar? Tudo é conhecido... cada cantinho está lá na cabeça do gente exatamente do jeito que é... você sabe onde procurar o que é seu - mesmo que você seja um desorganizado de marca maior, você sabe que o que procura está no limite da sua casa... pelo menos 99% das vezes.
Mas o mundo é vasto demais... e muda o tempo todo... e eu fiquei quase um dia inteiro sentada numa praça fazendo o quê, meu Deus do céu...!!??
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