quarta-feira, 24 de abril de 2013

Estou no meio de um ciclo autodestrutivo de comportamento. Não vou interrompê-lo, não vou sair dele... vou andar em círculos até ficar tão tonta que não me será mais possível ficar em pé.

Permanecerei viva... claro; embora sinto-me tão morta que preciso mutilar-me pra confirmar que estou viva... mas é só um pedacinho por vez... um pedacinho do corpo, um pedacinho da alma... do corpo... da alma. Entre uma mutilação e outra, espero a reconstrução completa do que foi destruído... e recomeço.

Preciso manter um pouco de sanidade, preciso estar inteira... ou inteira pela metade... porque as coisas podem mudar, né? E se mudarem e eu não estiver mais aqui... estiver morta?

Tenho de estar viva... pelo meu filhinho.

Se me envergonho dessa minha autodestruição aos pedaços? Claro que não... é o que me mantém viva... é o que não permite que a insanidade tome completamente conta de mim, dando cabo à minha própria vida. Então, não me envergonho do meu comportamento degradado. Ele me mantém viva.

Vou terminar esta parte citando Renato Russo: "Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade.
Tudo está perdido mas existem possibilidades".

Grande cara esse... entendia do que estou falando... e isso é bom... faz não me sentir sozinha neste mundo insano.

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