terça-feira, 16 de abril de 2013

Um momento de felicidade.... o palhaço, o sorriso escancarado na cara... colorido, os balões... meu pequeninho... sua mãozinha... um balão colorido....

Um mundo de sofrimento... tudo em branco e preto, mais preto do que branco...

Pensa em um cofrinho, um cofrinho do tipo de latinha de cerveja. Só há uma abertura, fininha...

Agora aumente-o pra 1,68 m... eu dentro dele... vagando pelo infinito, sem saber se vou chegar a algum lugar, ou a lugar nenhum... só meus pés podem tocá-lo. Tenho 1,68... sou do tamanho exato da latinha, mas não posso tocá-la com a cabeça, tenho de manter o corpo curvado... tenho de me equilibrar, não posso tocar os lados... meu corpo todo dói imensamente, sinto como se fossem agulhas em cada músculo meu. E o ar... não é suficiente pra eu respirar, mas também não é o insuficiente pra eu não respirar.. sinto-me sufocar.

E os olhos... quero fechá-los... mas não posso, tenho de me manter alerta, porque ele pode por mim passar e, se eu não estiver de olhos bem abertos, não o vou enxergar.

E eu tenho de lutar, porque da mesma forma que posso não chegar a nenhum lugar, posso chegar... então, tenho de lutar, de me sustentar. Não posso desistir, não quero desistir... mas na mesma intensidade tudo o contrário em mim.

É exatamente assim que me sinto... sinto muito.

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