terça-feira, 14 de maio de 2013

Se sinto pena de mim mesma? Não... Sinto pena do mundo.

O mundo pode ser um lugar bem perverso de vez em quando... ou quase sempre.

Na minha tristeza e dor, não quero sonhos cor de rosa. Não quero sonhos que me façam feliz. Só pesadelos e mais nada.

Masoquista? Não, claro que não... não tenho essa tendência... não sou masoquista. Não busco prazer no sentir dor. Eu sentia prazer em viver. Meu prazer era estar com meu doce marido e meu amado filho... eles eram a minha vida. E me davam uma vida de prazer.

Os balões sumiram da minha visão.... e o meu filhinho também.

Levei alguns minutos para me dar conta do que acontecera. Na verdade, mais do que alguns míseros minutos. Talvez se eu tivesse sido mais rápida em deduzir. Minha culpa! Por que não percebo de imediato o que acontece? Por que não percebi imediatamente quando meu filho sumiu de meu campo de visão.

Aquelas malditas laranjas... ao rolarem me deixaram tonta. Foi isso o que aconteceu. Não, não foi culpa minha.

A culpa é do mundo; e, por isso, sinto tanta pena dele... ser culpado do que aconteceu naquele momento - ser culpado de tudo o que de ruim acontece. Deve ser triste e humilhante até pro mundo.

Ou, no mínimo, a culpa é das laranjas, são redondas, e por isso rolam.... e temos de correr atrás.

A culpa não é minha (estou me esforçando pra acreditar nisso). Olhe bem para mim. Você só verá machucados, arranhões... meu rosto enrugado reflete a dor que me corrói... que vai me destruindo devagarinho.

Não, não quero a sua piedade. Não quero nada de você. Quero apenas meu filho de volta. Se você o viu por aí, diga-lhe que estou esperando, procurando e não vou parar até o encontrar.

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