O ar fresco da manhã toca meu rosto, fecho os olhos e paro... consciente total daquele momento. Consciente total da insanidade da minha ação... Por que ruas devo seguir? Em que esquina da vida encontrarei o meu bebê?
Sim, eu tenho fé, a maior fé do mundo de que ele está em uma esquina qualquer... um pedinte no meio de tantos outros... e eu vou encontrá-lo. Mas pra que lado irei? Que rumo tomarei?
É certo que qualquer direção pode me levar à minha esperança... todos os caminhos são caminhos de esperança... mas também é tão certo que qualquer direção me levará a mais trevas... qualquer rua que eu escolher poderá acabar em trevas.
Eu não quero ter essa consciência... quero me deixar levar apenas pelo instinto de mãe... quero ter o mesmo 'poder' de uma mãe morcego e encontrar meu anjinho - que não deve estar entendendo nada do que está acontecendo...
Choro....
Faz dias que parece que não acordo de verdade... agora estou mesmo é no meio de um pesadelo.
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