domingo, 9 de fevereiro de 2014

O sol vai aparecendo devagarinho... seus raios tímidos parecem sorrir melancolicamente diante da minha empreitada: sair pelo mundo em busca do meu garotinho. Eu vou... pra onde? Já li algo mais ou menos assim: 'pra quem não sabe aonde ir qualquer caminho serve'. Nunca algo coube tão bem em uma pessoa.

Não sei pra onde ir.

Dou passos a esmo... sigo a rua à minha frente, viro à direita... sigo em frente... viro à direita de novo, sigo em frente, viro à direita, sigo em frente... ou virei à esquerda? Já não lembro mais. Meus pés reclamam. Paro. Não sei onde estou. Sento na calçada e choro, e choro e choro.

Sei que o choro não vai resolver nada. Mas tenho que chorar, preciso chorar... até minhas lágrimas secarem. Daí pararei.

Olho pro sol... não sei quanto tempo passou. Penso: quantos filhos são aquecidos neste momento por este sol e suas mães nem se dão conta... nem se dão conta de que têm seus filhos sob seu olhar, sob sua proteção.

Por que a gente tem de perder pra ter a consciência de que se tivesse ainda abraçaria com todas as forças e seguraria colado no corpo pra não perder nunca?

Queria derreter como o gelo derrete ao contato do sol.

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