domingo, 19 de janeiro de 2014

Meu amado marido vem na minha direção. Seus olhos permanecem cravados nos meus. Ele não diz nada... há alguns dias que trocamos pouquísssimas palavra. Nossos olhos já dizem tudo o que temos pra dizer.

Ele me abraça e carinhosamente segue comigo até o sofá. Sentamos... outra coisa que tem acontecido cada vez com mais frequência: sentar... passo a maior parte do meu dia sentada. Deito minha cabeça no seu peito e me deixo ficar.

A memória me trai. Não quero pensar em nada, não quero lembrar de nada. E ela, traiçoeira, traz meu filho, o sorriso do meu filho, as gargalhadas do meu anjinho. Fecho os olhos pra não ver, aperto os ouvidos pra não escutar... mas é tudo tão inútil... tudo é tão inútil.

Como uma estrela que já morreu, sou eu. Apenas o brilho se pode ver... e no meu caso um brilho tão opaco, tão morto.

E eu tenho de continuar. Pra quê? Se um dia até esse brilho que restou vai terminar? Mas eu não posso me apagar, simplesmente não posso.

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