quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Meu querido me explica que os dois visitantes haviam visto os cartazes espalhados e vieram oferecer ajuda, colocar-se à disposição, ajudar no que fosse necessário. Deixaram um número de telefone...

Falar sobre o acontecido, organizar as ideias e colocá-las em palavras torna tudo tão mais real... é por isso, acho, que falo pouco. Se eu não falar, tudo vai acabar? Vai voltar a ser como antes? Vou acordar e perceber que eu estava em um pesadelo? Não sei... só sei que me custa falar... dói.

Mas tenho de controlar minha dor. Preciso, pelo meu amor e meu amorzinho. Tenho de estar inteira pros dois. E vou estar. Minha valentia tem de ser do tamanho da minha tristeza. E será.

"Um dia, quando Romulus, fundador de Roma, deslocava suas tropas nas vizinhanças do pântano Capreano, lá irrompeu uma súbita e barulhenta tempestade de trovões durante a qual Romulus foi envolvido por uma nuvem tão densa que ficou fora de visão e nunca mais foi visto novamente pelos homens mortais. Ele então foi elevado ao nível divino e venerado sob o nome de Quirinus" (Julius Obsequens).

Fora de visão... é isso... meu bebê só está fora da minha visão... é simples assim.

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