domingo, 9 de junho de 2013

Éramos três há poucas horas saindo por aquela porta.... Felizes, iríamos ter alguns dias inteirinhos só pra nós.

Agora somos dois.... com dias inteirinhos só pra nós

Meu marido abriu a porta, colocou a bagagem no chão da sala... e voltou para onde eu havia ficado. Gentilmente pegou minha mão e de mansinho me levou pra dentro de casa.

Acho que levamos uma eternidade do portão de casa até à sala. Nenhum dos dois olhou na direção do quartinho de Marquinho.

Meu marido me fez sentar no sofá, tirou meus sapatos... e eu me deixe ficar aí. O olhar perdido no nada...

No nada, não... criei na minha mente um enorme paredão de água e me coloquei ali me equilibrando nos meus próprios pés. Só saio do tubo pra abraçar meu filho... ou afogada pela água. foi

Meu marido foi ao banheiro... um pouquinho depois trouxe um copo de suco e um relaxante muscular. Os olhos dele estavam diferentes.... ele chorou, eu podia jurar que ele havia chorado.

Um relaxante muscular - me deu vontade de rir - nem um lote inteiro de relaxante me faria relaxar... mas eu tomei... e, interessante, pensei... apesar de tudo, senti vontade de rir.

Claro... me odiei por isso.

'Temos de avisar nossos pais', falou Marco Aurélio...

Sim, sim, pensei eu, ligue para eles e diga que perdemos nosso filho... só pensei.

Apenas fiz que sim com a cabeça, sem olhar para ele.

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