quinta-feira, 27 de junho de 2013

Liguei o chuveiro... abri a torneira para encher a banheira e entrei.... de roupa e tudo. A água quente... quente a ponto de não ser suportada era como agulhas incandescentes em todo o meu corpo.

Fui tirando a roupa... uma eternidade entre cada peça....

Peguei uma esponja e não... não pelo lado macio esfreguei em todo o meu corpo... queria dor... mais dor e mais dor.

Enfraquecida pela dor, arfando de dor... aumentei o quente da água... como desejei evaporar junto com o vapor que se espalhava pelo banheiro... ou desaparecer pelo ralo junto com a água que me banhava.... queria queimar e virar cinzas. Mergulhei na banheira... melhor morrer.

'És pó e ao pó hás de voltar.' Sim, sei que esta frase está escrita em algum lugar em um livro chamado Bíblia... queria voltar a ser pó, instantaneamente. Melhor: nunca queria ter deixado de ser pó informe.

A lembrança de ser obrigada a sobreviver veio como um soco no estômago... desisti do autoafogamento, diminui o calor da água, joguei a esponja longe...

e me agarrei num fiozinho de vida.

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