domingo, 2 de junho de 2013

Acho que às vezes Deus abandona suas criaturas. Como Criador que Ele é, não nos deveria deixar sós nunca.

Claro, tínhamos de aceitar: nosso filho havia sumido. Alguém o tinha levado em segundos que desviamos nosso olhar dele. E agora um tinha de olhar no olho do outro, com todo esse peso.

Desviamos o olhar o quanto pudemos, olhávamos pra qualquer direção que não fosse os olhos um do outro. Mas, isso não poderia continuar pra sempre.

Eu continuava correndo para todos os cantos, mesmo sabendo que Marquinho já não estava mais lá. O que é a esperança!? Parece que enquanto não se perde a esperança o mal não aconteceu... como se tivéssemos a capacidade de mudar a situação.

Meu marido calmamente veio em minha direção, colocou suas mãos calmamente em meus ombros.... senti sua respiração próxima a mim. Juntei toda coragem que pude e enfrentei seus olhos...

enfrentei seus olhos.... não consigo descrever o que vi, nem o que deixei de ver.

Meu marido só falou: 'vamos... vamos para casa...' E eu me deixei arrastar.

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